segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Mais uma segunda de chuva

Acordei cedo.
Ia sair, mas estava chovendo.
Que bom!
Um motivo a mais pra ficar na cama até às 9h.
Curtir um papo à mesa do café.
Entrar na net, ver meus e-mails e coisa e tal.
Mais uma segunda de chuva...
Será que essa minha semana vai ser normal?

[...]

Semana passada tirei a quinta-feira para ser uma rainha.
Bom, pelo menos me senti uma, rs.
Fui escolher meu vestido de noiva. Tem noção?
Impressionante que, todos os modelos que eu provava, achava que estava LINDO!
Foi difícil escolher entre um deles, mas depois de muuuuuitas provas... TÁ ESCOLHIDO!
E lá se vai mais uma etapa!
Ai... tô ficando nervosa.... ahUAhUHAuHUAA...




"Acrescenta à tua prudência uma pitada de loucura" - Horácio

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Tendências

Ultimamente tenho me interessado por uma cosia que, há alguns tempos, só de ouvir o nome me dava náusias: MODA. Sabe aquela pessoa mais FORA de todas as TENDÊNCIAS? Essa era, e admito, ainda sou eu. Sempre achei essa tal de "moda" uma coisa alienante, que dita regras. Nunca gostei que 'alguém' me dissesse como me vestir, me portar ou ser. Mas parece que isso está mudando. Já estou até pensando em fazer uma faculdade e me especializar no assunto! Quem sabe assim não arranjo um emprego melhor? Bom, espero que essa seja a tendência, rs.

[...]

Recebi alguns memes e selos, mas não os repassei ainda. Como sou muuuuuuito indecisa, vou indicá-los a todos os meus favoritos. Sim, quem estiver linkadinho bem alí ao lado, pode sentir-se à vontade. Afinal, se estão citados, é porque são bons e valem a pena.



[...]

Estou terminando de ler minha TPM. Cara, essa edição está inperdível. Traz uma entrevista com a atriz e rainha da bateria da Viradouro, Juliana Paes. Tem um pouco sobre Leanda Leal, e o MELHOR de TUDO: tem como editora convidada, ninguém menos que Fernanda Takai, vocalista da querida Banda Pato Fú. Ela, com seu jeito todo alternativo de ser, deixou a revista com um gostinho mineirinho, misturado com japonês, que dá gosto de ver e provar. Pra quem gosta de revista, de conhecer histórias de mulheres e de saber sobre coisas fúteis de vez em quando, essa é uma ótima forma de distração, de ficar por dentro das últimas 'tendências', rs, e de conhecer alguns lugares interessantes. Então, indico essa leitura para os amantes da arte de escrever, entreter e fazer jornalismo ao mesmo tempo!

Na vitrola: Pato Fú - Eu

domingo, 20 de janeiro de 2008

Estou pagando pra ver

Ontem compramos as alianças. Mais uma etapa do casamento que queimamos. E melhor, desta fez sem dívidas. Confesso que é difícil esconder a ansiedade. Por vezes me pego pensando em como tudo vai acontecer. Em como minha casa vai ficar. Ah sim, a casa. Ela com certeza é a maior de minhas preocupações.
Desde o início, sempre achei que essa coisa de fazer um puxadinho daqui, outro dali não ia dar certo. Não que não esteja, mas é que sempre que tocam no assunto de um possível problema, mais me convenço de que seria melhor tentar investir em outro lugar. Um lugar que vai ser somente nosso.
Mas... (por que tem que ter sempre um "mas"?) Se não for assim, Beto e eu podemos esperar por mais uns dois ou três anos para nos casarmos. E aí, sei lá. Acho que até desisto. Já são cinco anos juntos, e já está na hora de termos uma vidinha a dois.
Minha mãe adora falar que eu 'quero demais'. Uma casa tão grande para começar a vida. "Pra quê? Vão ser só vocês dois!", ela diz. Mas (olha ele de novo aqui) nossa realidade ainda é de que esse 'provisório' deve se tornar um quase "pra sempre", pois nossa renda não é das melhores. E sei que pelo menos um filho pode vir e se a casa for de apenas um quarto, vai ser bem difícil. é claro que não gostaria que isso acontecesse. Queria que em pelo menos dois ou três anos nós tivéssemos condições ter um lugar nosso. No entanto, tenho os pés no chão. E sei que se mantermos a renda que ganhamos hoje (Beto e eu), não será fácil ter esse cantinho tão cedo.

Você pode estar pensando: "menina doida, então por que quer casar?". Exatamente pelos motivos que já citei acima. Chega uma hora que o casal quer ter mais liberdade, intimidade, privacidade. E a vontade de casar parece superar todas as possíveis dificuldades que estão por vir.

Se vai ser fácil? Tenho CERTEZA que não. Porém acho que podemos sim começar aqui. No entanto, tudo me parece incerto, perigoso, instável. Toda vez que minha mão vem com "Eu pensei em uma coisa legal..." ou "Eu tava pensando que se..." ai, me dá um frio na barriga, uma vontade de sair correndo e jogar tudo pro alto. Fico triste sim. Por ver que não era como eu queria. Quem não quer começar uma vida naquilo que é seu? Mas (ai, já estou começando a odiar essa conjunção) como disse, se quisermos, vai ter que ser assim.
Então, mesmo com medo do que há de vir, vou encarar isso de frente. E não vou poupar esforços para conseguirmos sair daqui o quanto antes. Nem que eu continue sem meu carro. Sim, estou juntando dinheiro para isso também. Ele já foi minha prioridade. Só que, há alguns dias não é mais.
Mesmo depois de tomar essa importante decisão, de me casar, vivo pensando em tudo o que me falam. Sobre a vida de casados. As coisas boas, lógico, mas muitas vezes nas ruins. Nas dificuldades, nas barras que vamos ter que enfrentar juntos. Em como uma crise financeira pode ser fatal para uma relação, e por isso, o quanto o amor é importante para quebrar as muitas barreiras que vão estar em nosso caminho.
Estava muito feliz ontem depois que pagamos os dois elos que vão nos unir, e que depois vão lembrar-nos que fizemos um juramento, "assinamos" um contrato, perante Deus e ao Juiz de Paz. Entretanto, mesmo sem a douradinha no dedo esquerdo, já cinto o peso que tudo isso vai me dar. Pelo menos o peso que iremos carregar no início. Nesse período em que ainda não teremos um cantinho, um lugar, uma vidinha só nossa.
Não. Não conversei sobre isso com Beto ontem. Não quero preocupá-lo. Posso estar errada, e deixá-lo inseguro também. Sei que, assim como eu, ele não está totalmente satisfeito de morarmos aqui. Mas é o que vai nos livrar de um aluguel. E o dinheiro que gastaríamos com aluguel podemos guardar para depois investir em alguma cosia. E é por isso que temos de ser cautelosos. E corajosos.
Mas ao mesmo tempo que fico temerosa, o amor que sinto por ele me dá forças pra continuar e pagar para ver no que vai dar. De pé, e de cabeça erguida.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Gotas pra embalar


chuva lá fora
cheirinho de terra molhada
vento fresco entra pela janela
sabor de saudade no ar

Emmerson Nogueira na vitrola
um gostinho de quero mais
barulho de chuva no portão
sonho de dias melhores aflora

o tempo passa devagar
leituras pra completar o dia
uma revista gostosa feminina
cherinho de rosas no ar

conto as horas pra ver você
o telefone mudo me irrita
espero você me ligar
o coração bate forte sem parar

a chuva cai lá fora
tá chegando a hora de nos encontrar
aumenta o cheiro de rosas
um beijo seu eu vou ganhar



**Estou devendo algumas coisas aqui. Mas ainda preciso de inspiração pra postar.
Fica pra próxima mais uma vez.

sábado, 12 de janeiro de 2008

Essa minha profissão

A profissão de jornalistas é muito difícil.
Mas é nas ruas que aprendemos muito sobre a vida.
Me lembro bem quando decidi ser jornalista. Tomei essa decisão três vezes. A primeira ainda no "ginásio", agora chamado de ensino médio. Escolhi entre jornalismo e publicidade. Fiquei com o jornalismo. Depois foi antes da minha inscrição no vestibular. Estava em dúvida entre artes e jornalismo. Acreditem, o que me ajudou muito foi o fato de o centro de artes da Ufes ser uma bagunça (ironia do destino, no meio do curso nosso departamento 'se mudou para lá', rs). Fiquei mesmo com o Jornalismo.
A terceira e última vez foi durante o próprio curso. mais uma vez tive que escolher entre publicidade e minha futura profissão. Foi difícil. Por vezes estive com o pé numa agência, mas no 2º tempo fiquei com o Jornalismo. Graças a Deus.
Ah, se eu levar em conta que antes de ser chamada (fiquei na suplência) fiz 6 meses de cursinho e estava decida a prestar novo vestibular para direito, seriam 4 vezes. Ufá! Me chamaram.
Como ia dizendo, nossa profissão pode ser muito questionada, pela tal 'imparcialidade' não nunca existiu, não existe e jamais vai existir, admirada por tantos e odiada por muuuuitos outros.
Mas poucas profissões dão a oportunidade de viver momentos adversos, profundos, de grande desafio e que questionam a tão defendida 'sabedoria' desse ser chamado de jornalista.
É por isso que concordo com a máxima que diz que nós somos "especialistas em generalidades". Sabemos um pouquinho de cada coisa porque vivemos várias situações, muitos desafios.
Digo isso porque minha vida em um jornal é curta. Pouco mais de dois anos. E minha vida de repórter menor ainda. Pouco mais de cinco meses.
Como sabem, nestes últimos dias estou substituindo uma repórter. E posso dizer, essa semana foi pesada. Em vários sentidos. Cansativa e exaustiva no que diz respeito às emoções. Ao aprendizado sobre a vida.
Na terça fiz uma matéria sobre a revitalização do Centro de Vitória, e o Projeto Morar no Centro, que beneficiou 94 famílias com apartamentos (muitos com menos de 40 m²). Vão pagar 10% do salário todo mês assim que recebem o imóvel durante 15 anos. Va lá, melhor que pagar aluguel. E na quarta mostrei um desabamento de um trecho da BR 101, em Jacupemba, distrito de Aracruz, município do Espírito Santo.
Naquele dia não tive muita noção do estrago. Mas ontem voltei lá. As obras de recuperação e criação de um desvio já iniciaram. Mas não fui falar apenas disso. Fui também conversar com as famílias que moravam nas margens da BR e que tiveram as casas destruídas pela chuva. Irônico, não?
Elas moravam em um local de risco, e que era uma invasão. Conversei com o Prefeito em Exercício do município, Jones alguma coisa, não me lembro o sobre nome agora. Ele disse que vai 'arrumar' um outro local para as famílias.
Bom, se era um local 'de risco' e 'impróprio', por que não tiraram aquelas famílias de lá antes? Infelizmente, estava com tanta pressa que não perguntei isso a ele no momento.
Mas o pior não foi isso. O pior foi ver centenas de pessoas desabrigadas. Que 'não tinham nada' e que 'perderam tudo'. E eu ainda reclamo da vida de vez em quando.
Outra coisa que me chamou a atenção foi ver pessoas pouco instruídas e que sabem que tem direito a alguma coisa.
Antes de sair da cidade um senhor veio falar comigo. Disse que perdeu tudo. Só conseguiu salvar a família. Me disse que não havia mais sentido em sua vida. Tentei encorajá-lo. Disse-lhe que ele tem uma esposa e um filho para cuidar. "É só por eles que vivo", me respondeu. Naquele momento minha garganta se fechou. Mas tentei dizer que ele tem que ter fé, mesmo sendo questionada "por quê Deus fez isso? Eu não ligo pra luxo não. Vivo minha vidinha. Ganho 400 reais pra sustentar minha família. Quero mais que isso não".
É duro, muito duro. Lembrei-me que certa vez alguém me disse que certas pessoas nascem para sofrer, outras não. Espero realmente que essas pessoas tenham lugar garantido ao lado de Deus, para ter pelo menos uma 'vida eterna' digna.
Esse senhor, acho que nem perguntei o nome dele, se despediu agradecendo por eu tê-lo ouvido - acho que o que ele queria mesmo era desabafar com alguém. Dizendo que foi um prazer em me conhecer. Pediu pra que eu falasse a verdade. Que a culpa são dos donos de barragens irregulares - a enxurrada foi causada porque algumas delas transbordaram. Falei disso na minha matéria, mas mesmo assim não me senti bem. Devia ter dito que é um absurdo pessoas perderem tudo o que nunca tiveram por culta de uns e de outros, e que o governo só olham por essas pessoas depois que uma tragédia acontece.
Talvez eu ainda não tenha encontrado a verdadeira essência do jornalismo, talvez ainda não saiba qual minha real missão.
Mas de uma coisa eu sei. Esse mundo está muito errado. Há muitos hipócritas, ladrões (os de paletó e gravata), egoístas. E o que é pior. Sei que eu também sou hipócrita e egoísta.
Se essa minha profissão não serve para mudar o mundo, que pelo menos sirva para mudar a mim mesma.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

2008

O ano começou cheio de surpresas.
Estou super cansada. Mudei minha rotina porque estou substituindo uma pessoa na TV. Estou trabalhando o dia inteiro.
Pelo menos isso está servindo para eu me testar. Se eu realmente queser arrumar um segundo emprego, vou ralar muuuito!
Mas está valendo pra aprimorar um pouco mais tudo o que aprendi ano passado.
É por isso que estou sumida.
Mas já, já eu volto.

"no fundo sabemos
que somos todos loucos" - Martha Medeiros