segunda-feira, 24 de março de 2008

Vida crucificada

"O Povo Todo Respondeu:
- 'Que o sangue dele caia sobre nós e sobre nossos filhos'.
Então Pilatos soltou Barrabás, mandou flagelar Jesus e entregou-o para ser crucificado." Mt 26, 25-26

Há dois mil anos um povo matou Aquele que nos ensinou a amar, a respeitar ao próximo, a amar a Deus sob todas as coisas. A ser gentil com os injustiçados; que a mulher não é diferente do homem; que as crianças são o exemplo da pureza e da ternura; que devemos perdoar e ser perdoados; que nem só de pão vive o homem; que apenas Deus pode tirar a vida de alguém; que devemos partilhar com quem está necessitado; que a vida pode ser bem melhor se seguirmos os mandamentos de Deus; que a União pode garantir a paz e que ninguém é maior que Deus, nosso Pai e Criador. Que transformou a água em vinho, que fez o cego enxergar, o cocho andar, que multiplicou pães e peixes, que andou sob a água e que nos mostrou que a Fé pode sim remover montanhas.

Mesmo assim, houve um povo que não deu valor a isso. Que por vaidade e inveja o crucificou mesmo sem motivo aparente. Houve quem lavou as mãos quando poderia ter se redimido e salvado o filho de Deus.

Hoje ainda há quem, assim como Pedro, negue a Jesus todos os dias.

Retomando ao trecho que tirei da bíblia, quero lembrar uma coisa. Na época, o povo que deveria escolher entre um bandido e Jesus, preferiu Barrabás. Esse mesmo povo disse "Que o sangue dele caia sobre nós e sobre nossos filhos". E ainda hoje, esse mesmo povo sofre com o derramamento de sangue. Jerusalém é motivo de guerra entre Judeus e Palestinos.

Não sou contra outras crenças e religiões. Respeito cada povo, cada cultura. Mas ontem, enquanto rezava na Igreja, fiquei pensativa diante do trecho do Evangelho. Independente de religião, Jesus existiu - fatos históricos comprovam. E foi um homem de bem, que tinha um ideal: levar a boa nova a todos os povos. Mas foi renegado e as nações que o mataram ainda sofrem com tudo aquilo que ele sonhou um dia acabar: as guerras, a inveja, a injustiça.

Que Deus, Eli, Alá, como queiram, olhe para esse povo. O abençoe e acabe com o sofrimento dele.

"Escolhe, pois, a vida!"
"Ponho, então, a tua frente dois caminhos diferentes: vida e morte, e escolheras. Sê sensato: escolhe a vida! Parte o pão, cura as feridas!
Sê fraterno e viverás."

Que a partir de hoje possamos escolher sempre a vida!